Artigos do Prof. René Dotti publicados semanalmente no Breviário Forense (Jornal O Estado do Paraná) :
Associação dos Magistrados do Paraná
René Ariel Dotti
A relevante
contribuição cultural da Toga e Literatura (Final)
O caderno
cultural da amapar, editado pela Professora Chloris Elaine Justen de
Oliveira, diretora do Departamento de Memória e Arquivo e
Editora, contém, na edição de junho deste ano, variados temas
de História, Arte e Literatura. Escrevendo sobre Eça de
Queiroz, o saudoso Juiz de Direito Veríssimo Gonçalves Pereira
Netto (1932-1998) comenta algumas obras do imortal escritor
português: O crime do Padre Amaro, O primo Basílio,
O Mandarim, Os Maias, A ilustre Casa de Ramires e o
Dicionário de Milagres. São resumos que permitem
identificar a grande sensibilidade e a vocação do romancista.
Veríssimo é o autor da obra Eça de Queiroz, no
Sesquicentenário do seu Nascimento, publicado pela Gráfica
Vicentina Editora, de Curitiba, em 1996. Francisco Paula
Xavier Neto escreve sobre vida e obra de seu pai o
Desembargador Francisco de Paula Xavier Filho. Em sua
despedida do Tribunal de Justiça do Paraná, o notável
Magistrado apontou os maiores defeitos do juiz, na seguinte
ordem: corrupção, medo, bajulação aos superiores e a
morosidade dos julgamentos.
A emancipação
política do Paraná é o trecho de História reproduzido pelo
Doutor Luiz Fernando Tomasi Keppen. A biografia e a indicação
de importantes obras jurídicas de Direito Civil, constituem o
espaço dedicado a Clayton Reis. Um interessado pelos nomes das
plantas e das árvores, o Doutor Joatan Marcos de Carvalho
conta como descobriu o nome e o apelido da espatódia.
Entre os pintores, Zanoni de Quadros Gonçalves, Ana Maria
Fontana da Rocha (esposa do juiz Deusdedit Joaquim da Rocha),
Jair Ramos Braga, Maria Regina Cury (esposa do Des. Robson
Marques Cury), Rita de Cássia Baduy Pires (filha do Juiz
Edumar Pires). Na Poesia, os destaques para Olivar Congelian (Poemas
de cristal) e Victório Elcely Cleve Franklin (Libertação).
A seleção encerra com a lembrança do Magistrado Paulo Roberto
Correia de Oliveira e a referência de sua obra: Aspectos do
teatro brasileiro.
A oportuna
seleção de assuntos da revista Toga e Literatura se
completa com o texto de resgate da boa memória de uma
inesquecível figura humana: José Pacheco Júnior. A matéria “A
saga de um magistrado”, escrita pelo seu dileto filho José
Pacheco Netto, revela o itinerário de uma carreira de lutas e
de esperanças e imortalizada pela justiça das decisões e
humildade de seu prolator. Ao comemorar o centenário de
nascimento de seu virtuoso pai, reunindo alguns aspectos de
sua fecunda vida, Pacheco Netto indica para os jovens e
iniciantes magistrados os sinais de um conjunto de bons
exemplos de dignidade humana e honradez profissional.
* artigo publicado no jornal "O Estado do Paraná", caderno "Direito
e Justiça" de 11.10.2009.
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