Artigos do Prof. René Dotti publicados semanalmente no Breviário Forense (Jornal O Estado do Paraná) :
Dezessete anos se passaram: viva o Caderno Direito e
Justiça!
René Ariel Dotti
A proclamação ufanista do título é perfeitamente
justificável. Não se trata de expressão retórica, que
substitui a sinceridade do pensamento e das palavras pelo
discurso ornamentado e vazio.
Desde a sua primeira edição, o Caderno Direito
e Justiça, suplemento jurídico do indomável O Estado do
Paraná, tem mantido rigorosa pontualidade e acentuada
democratização editorial. Além da variedade de assuntos
temáticos dos diversos ramos jurídicos, o Caderno é um
roteiro muito importante para o exercício da reflexão dos
trabalhadores forenses em geral e dos estudiosos em especial.
As diversas seções informativas, de interesse da Magistratura,
Ministério Público, Advocacia e Serventia Judiciária, têm
natureza permanente. O repertório de jurisprudência, os textos
doutrinários e a publicação de novas leis, completam o
generoso volume de matérias como indispensável ferramenta
de trabalho e um observatório das atividades do foro e da
academia.
Pode-se afirmar, sem receio de objeção, que o
Caderno Direito e Justiça é o único suplemento
especializado nos assuntos do Direito e da Justiça em nosso
país, com o tempo de publicação regular e o excelente
conteúdo. Suas páginas abrigam diversas tendências de
pensamento acerca dos institutos de Direito e grande difusão
de precedentes dos juízes e tribunais. Para mim, é motivo de
satisfação íntima, como Advogado, estar na companhia constante
de Ronaldo Botelho, com a divulgação de julgados garantistas;
de Luiz Flávio Gomes, com a profusão de novos assuntos
tratados com autoridade científica e posição crítica; de
Marcelo José Araújo, com as lições do trânsito e outros que
comparecem com maior ou menor frequência nas páginas do
suplemento.
Esse trabalho e essa conquista, de expressivo
valor jurídico, social e profissional, devem ser creditados a
algumas pessoas indispensáveis para a trajetória dos dezessete
anos e a esperança de longa vida para o Caderno Direito e
Justiça. Paulo Cruz Pimentel, o intimorato
resistente contra as opressões à liberdade de imprensa;
José Guilherme Assis, o editor com paciência beneditina
e a humildade própria dos grandes espíritos; Mussa José
Assis e Francisco Assis – pai e filho, um seguindo
o outro com a mesma vocação – e os consultores Ronaldo
Botelho e Maurício Kuehne, merecem o agradecimento
de todos que procuram, nos domingos, os equipamentos de
segurança jurídica para as tarefas a partir de
segunda-feira.
Vale repetir o mote publicitário da Folha de
São Paulo: “Não dá para deixar de ler”.
* artigo publicado no jornal "O Estado do Paraná", caderno "Direito
e Justiça" de 14.03.2010.
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