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Coluna “A vida e a alma da advocacia” – René Ariel Dotti

 

Homenagem a Modesto Carvalhosa

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             Na concepção filosófica, a alma é, em geral, o “princípio da vida, da sensibilidade e das atividades espirituais (como quer que sejam entendidas e classificadas), enquanto constitui uma entidade em si ou substância” (Nicola Abbagnano, Dicionário de Filosofia, 1970, p. 25). Nessa perspectiva, a alma é, no mundo, “a realidade mais alta ou última, ou, às vezes, o próprio princípio ordenador e governador do mundo” (Abbagnano, ob. e loc. cit.). Em outras palavras, pode-se dizer que a alma é um princípio vital, é a vida. Pensamento, afetividade e sensibilidade são realidades espirituais que estruturam os mais diversos comportamentos. É elementar, no entanto, que a alma não vive fora de um corpo humano. Existe até aquela antiga canção popular de jazz, body and soul, composta em 1930 por quatro músicos famosos na época:  Green, Heyman, Sour e Eyton que tem se mantido na preferência de um enorme público, como um padrão do estilo com centenas de versões cantadas e gravadas por dezenas de artistas e cuja letra é uma confissão de amor: “I’m all for you body and soul”.

            Além da composição musical, clássica ou popular, existe uma alma em todas as atividades humanas que se dedicam à arte, à ciência, à religião e outras expressões do espírito, como ocorre com determinadas profissões, a exemplo da advocacia. Advogar é fazer por outrem o que gostaríamos que fizessem por nós em defesa da liberdade, do patrimônio e de inúmeros bens materiais e morais que nos envolvem. Esse ideal no trabalho revela a pessoa do Advogado e a alma da advocacia.

O Advogado que merece o maior respeito social e admiração dos cidadãos nos dias correntes chama-se Modesto Souza Barros Carvalhosa (1932-). É professor aposentado de Direito Comercial pela respeitável Faculdade do Largo de São Francisco, parecerista, autor de diversos livros e inúmeros artigos em defesa do interesse público. Denunciando a corrupção de políticos profissionais e de partidos que se converteram em associações criminosas, Modesto Carvalhosa lançou, no ano passado, a sua campanha-solo para presidente da República com o objetivo de “quebrar a cultura de um político profissional por outro”. Tratava-se de uma oportuna alegoria para sensibilizar a população contra os infinitos males provocados pela corrupção. Ao requerer o impeachment do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e divulgar publicamente o libelo que fundamenta o pedido ele demonstrou ser a pessoa certa referida pelo Código de Ética e Disciplina da OAB, nos seguintes termos: “O Advogado, indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da Justiça e da paz social, cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância com a sua elevada função pública e com os valores que lhe são inerentes” (art. 2º).

 


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