41. 3306-8000 | contato@dotti.adv.br

Coluna “A vida e a alma da advocacia” – René Ariel Dotti

 

FALHAS BÁSICAS NA PRÁTICA DA ADVOCACIA

*Para acessar todos os artigos do autor clique no nome acima.

Na rotina da advocacia, o bom sucesso profissional exige, cada vez mais, o aprimoramento ético, intelectual e funcional para muito além do conhecimento jurídico nas atividades judicial e extrajudicial.

A Advogada Juliana Marques Kakimoto, em artigo publicado no portal Migalhas (http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI154361,61044), aponta os erros mais comuns que devem ser evitados pelos escritórios de advocacia. Faço, agora, pequenos comentários sobre eles: (1º) Chegar atrasado. A máxima time is money, creditada a Benjamin Franklin (1706-1790), indica que o tempo é dinheiro que o cliente perde ou deixa de ganhar pela intolerável demora; (2º) Mandar a conta de honorários e/ou custas em desacordo com o ajustado. A violação do contrato, escrito ou apalavrado, revela negligência e/ou má-fé, gerando, ainda, a diminuição da confiança no contratado; (3º) Falta de previsão e/ou clareza para o ressarcimento das custas. Vale a máxima: “o que é combinado não é caro”; (4º) Não retornar telefonema ou e-mail. O cliente tem o direito de ser bem informado sobre o andamento da causa. Se demorar ou não retornar contato, ele poderá acessar a Internet. Isso é ruim. Ou pedir auxílio a um concorrente. Isso é pior; (5º) Questões pontuais do dia-a-dia precisam de orientação clara, direta e objetiva.  São muitas as novidades sobre assuntos jurídicos que podem interessar ao processo. O procurador deve estar sempre atento para resolver dúvidas do cliente. Não pode “ficar por fora”. Isso é péssimo; (6º) Falta de proatividade. A advocacia exige não somente o diagnóstico do caso. É também fundamental o prognóstico, ou seja, a suposição do que poderá vir em matéria da prova ou decisão judicial; (7º) Erro na delegação. A atribuição para atender problema complexo não pode ser deferida a colega inexperiente; (8º) Prestação de informações desatualizadas. O litígio é uma disputa de inteligência e precisão; vence quem estiver “mais em dia” quanto ao fato e ao Direito. (9º) Arrogância ou indiferença do procurador. A causa pode ser perdida por um detalhe que a falta de humildade necessária para o diálogo deixou escapar; (10º) Petição longa e prolixa. O juiz não tem tempo de sobra e não é especialista em desfiar aranhóis.      

 


Voltar